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Abr 13


O vestido de noiva é um dos símbolos mais emblemáticos do casamento, refletindo os costumes de um povo e simbolizando, de modo deslumbrante, o amor do casal. Reflete o estilo da noiva, fazendo com que ela seja o foco e o centro de todas as atenções, no dia do seu casamento, religioso ou não.
 
Um traje especial para um dia não menos importante. Independente da conotação – amorosa, comercial, familiar ou religiosa, o casamento é uma das ocasiões mais importantes na vida do casal. 

E, para a mulher, a escolha do vestido sempre esteve ligada à importância que se dá a esta cerimónia. A expressão “vestido de noiva”, segundo alguns historiadores, surgiu na Idade Média. Mas mesmo sem ter a consciência de uma peça exclusiva para esta data, as mulheres, já nos relatos bíblicos, sempre estiverem preocupadas em como se apresentar para a sua comunidade. 
Os relatos históricos mais antigos de que se têm notícia são da Grécia, onde as mulheres se vestiam de branco e usavam uma coroa, pois deste modo, quando estavam a caminho da casa do noivo, recebiam as bênçãos de Himeneu, o deus do casamento. O rosto também era coberto com um véu, (que protegia da inveja, do mau olhado, e da cobiça de outros homens), e a jovem carregava uma tocha (símbolo do deus). 
Noiva grega
Com os romanos surgiu a conceção de se criar trajes inéditos e diferenciados para a cerimônia do casamento. As romanas vestiam uma túnica branca e envolviam-se com um véu de linho muito fino de cor púrpura, que tinha o nome de flammeum. Nos cabelos, faziam-se tranças decoradas com flores de verbena. 
Após a queda do Império Romano a referência passou a ser a corte bizantina, onde as noivas se casavam com sedas vermelhas, bordadas em ouro e traziam no cabelo tranças feitas com fios dourados, pedras preciosas e flores perfumadas. 
Na Idade Média, a consolidação do cristianismo impôs ao matrimônio uma carga religiosa sacra, que perdura, em parte, até os dias de hoje. Surge o vestido de noiva, propriamente dito, com uma simbologia de poder e com uma função social determinada. A noiva era apresentada à sociedade com todas as suas joias – alfinetes, tiaras, braceletes, vários colares e muitos anéis, (podendo ser mais de um em cada dedo), com um vestido vermelho ricamente bordado e sobre a cabeça um véu branco, bordado com fios dourados. O vermelho remetia à capacidade da noiva de gerar sangue novo, dando continuidade ao clã, e o véu simbolizava da sua castidade. 
Mais à frente na história, temos as noivas burguesas, uma classe nova, que queria mostrar todo o seu poder, face à nobreza. A noiva era apresentada com o ventre saliente, demonstrando a sua capacidade de procriar. 
Já a noiva do Renascimento, em consequência da ascensão da burguesia mercantil, passou a mostrar-se com mais luxo, em vestidos de veludo e brocado, ostentando o brasão de sua família e as cores da família do seu noivo. É quando entra em cena a tiara, que passa a ser um adereço obrigatório, antecedendo a conhecida grinalda. O uso de anéis era importante para demonstrar o poder financeiro do novo casal. 
A corte católica espanhola, no final do Renascimento, determina o preto como cor correta a ser usada, como sinal de moral religiosa. No sul do Brasil sob influência da imigração alemã e noutras regiões do interior do país, as famílias guardam retratos de noivas que, até por volta de 1910, casavam de negro. 
Mas, o mais interessante é que neste período, de imposição de um tom escuro para as noivas, é que surge o tradicional vestido branco, vigente até os dias de hoje, reinando, quase absolutamente, como sinal de bom gosto e elegância. 
A rainha Maria Vitória, no dia do seu casamento.
Há três teorias para o aparecimento do branco. Uns afirmam que a primeira noiva a usar branco foi a italiana Maria de Médici, que, aos catorze anos, se casou com o herdeiro do trono francês, Henrique IV. Era católica, mas não concordava com a estética religiosa, e escolheu um brocado branco para demonstrar toda a exuberância da sua corte. Porém, o grande impacto, foi causado pelo decote quadrado com o colo à mostra. “Rica veste branco, ornada em ouro, que mostrava o candor virginal da noiva.” – foram as palavras escolhidas por Michelangelo Buonarote, grande artista da época, para descrever o vestido.
Para outros historiadores a pioneira foi a rainha Mary Stuart, da Escócia, no século XVI, que escolheu o branco em homenagem à família Guise, que tinha a cor branca no brasão.

Uma terceira corrente, a mais conhecida, afirma que foi a rainha Vitória de Inglaterra quem passou a ditar a moda, aquando do seu casamento com o príncipe Albert, no século XIX, onde ostentou um esplendoroso traje, com vestido e véu em branco e sem coroa, o que foi inédito. 

 
Casamento da rainha Maria Vitória
 
A título de curiosidade, saiba que, de todos os casamentos históricos citados, consta que esse foi o único que aconteceu pela existência de um amor recíproco e, por ser rainha, foi ela quem pediu o amado em casamento.
No período Rococó os vestidos passaram a ser confecionados com tecidos brilhantes, bordados com pedrarias, com babados de renda nas mangas e decotes. As cores prediletas eram as florais em tons pastel. Peculiarmente, as noivas usavam uma peruca conhecida como Pouf de Sentimento, onde era colocado um cupido, o retrato do noivo, frutas e verduras que representavam a abundância para o novo lar. 
O conceito de discrição e o puritanismo veio com a Revolução Francesa. O traje branco, símbolo do caráter e da pureza virginal da noiva, ganhou acessórios: véu branco e transparente, significado de sua castidade, preso à cabeça por uma grinalda de flores de cera. O linho, a lã e os tecidos opacos passaram a ser mais adequados. 
Desde então o traje nupcial é branco, maioritariamente, sendo que as variações existentes acontecem no formato, corte e volume, de acordo com a moda corrente. Eventualmente, será o mais caro e o mais luxuoso que uma mulher usará em toda a sua vida. 
O papa Pio IX declarou que as noivas deveriam usar o branco como símbolo da Imaculada Conceição, do mesmo modo que Maria, a Imaculada. A noiva do Romantismo passa também a usar um adereço de mão, que poderia ser um terço ou livrinho de orações. Com o Iluminismo, no final do Século XIX, o branco ganha mais uma interpretação: a ideia de luz, e a noiva agrega ao seu traje a flor de laranjeira, sinónimo de fertilidade. 
O estilo Liberty impôs que a noiva fosse uma flor: pura como o lírio, nobre como a rosa, delicada como a margarida, apaixonante como a orquídea. Nas mãos um ramo de flores colhidas no dia. A noiva que melhor representou este período foi a princesa Sissi, que se tornou Imperatriz da Áustria quando se casou com Francisco José, em 1854. 
 
 
 
Um dos vestidos mais copiados: o da princesa Diana.


Os vestidos de Diana, Kate e Charlenne tinham um elemento em comum:  uma longa  cauda.
Hoje em dia a escolha da cor do vestido depende do gosto da noiva.

 

Por vezes, o vestido é de cor branca, adornado com pormenores de outras cores.

 

 

Curto ou longo, mais ou menos sumptuoso, o vestido reflete o estilo pessoal da noiva. 
“No século XX o traje nupcial acompanhou toda a evolução da moda, acompanhando o sistema de alta costura que vestiu todas as princesas do século e foi divulgado pelas revistas e figurinos de moda e, posteriormente, pelo cinema e pela televisão.
 

 

 
Se o vestido da noiva nasce como símbolo do património das famílias, da fertilidade da esposa e da paixão entre o casal, hoje estes símbolos estão sendo resgatados e projetados para o século XXI. 
 
Os atuais vestidos de noiva têm sido apresentados nas cores da paixão, da pureza e adornados de múltiplas flores remetendo a todo tipo de fertilidade amorosa. 
 
 
Mais do que nunca, estes vestidos têm sido apresentado com tecidos luxuosos, brilhantes e bordados e sua alta carga simbólica continua a representar o papel da mulher dentro da instituição do casamento, hoje vista não como representação do património familiar paterno, mas como uma parceira à altura das competências do marido como provedor.” Queila Ferraz
publicado por Isabel Botelho às 20:36



A dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria.
Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve, e até mesmo sem ele.



O Dia Mundial da Dança é comemorado no dia 29 de abril, foi instituído pelo CID, (Comité Internacional da Dança), da UNESCO, (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), decorria o ano de 1982. 
Cada vez mais, artistas e profissionais da área, reconhecem que é importante celebrar a data para dar maior visibilidade à dança, lembrar a sua importância e as suas demandas. 


Ao criar o Dia Internacional da Dança a UNESCO escolheu o 29 de abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre, (1727-1810), percursor do balé, que se fez notar, por ter ultrapassado os princípios gerais vigentes, que norteavam a dança do seu tempo, para inovar em questões relativas ao estilo e à execução.

A sua proposta era atribuir expressividade à dança, através da pantomima, a simplificação na execução dos passos e da subtileza  de movimentos. Noverre destacou-se por ter escrito um conjunto de cartas sobre o balé de sua época, “Letters sur la Danse”. 
Por coincidência, no Brasil a data também pode estar associada ao aniversário de uma personalidade de indiscutível importância: Marika Gidali, a bailarina que, com Décio Otero, fundou o Ballet Stagium em1971 em São Paulo, para divulgar no Brasil uma nova maneira de se fazer e apreciar dança. 

O Dia da Dança é importante se o encarado como mais um espaço de mobilização em torno desta arte. Aliás, um dos objetivos desta comemoração é chamar a atenção para a importância da dança, não   apenas entre a população em geral, bem como incentivar governos de todo o mundo a fornecerem melhores políticas que integrem a dança. 
É que, apesar da dança ser uma parte integral da cultura humana através da história, não é prioridade oficial no mundo. 


Não há certezas de quando, nem das razões pelas quais o homem dançou pela primeira vez. No entanto, através da arqueologia que consegue traduzir as inscrições dos “povos pré-históricos”, existem indicações da existência da dança como parte integrante de cerimônias religiosas, permitindo considerar a possibilidade de que a dança tenha nascido a partir de, ou de forma concomitante, com o nascimento da religião. Foram encontradas gravuras de figuras dançando nas cavernas de Lascaux, povo que usava estas inscrições para retratar aspetos importantes, do seu dia-a-dia e da sua cultura, como os relacionados com a caça, a morte e rituais religiosos. Infere-se que tais figuras dançantes fizessem parte destes rituais de cunho religioso, básicos para a sociedade de então. 


A dança, tal como todas as manifestações artísticas, é fruto da necessidade de expressão do homem, de maneira que seu aparecimento liga-se, tanto às necessidades mais concretas dos homens, quanto àquelas mais subjetivas. A dança, provavelmente,
veio da necessidade de exprimir a alegria ou de aplacar as fúrias dos deuses. 
Atualmente, podemos classificar a dança em três formas distintas: a 
étnica, a folclórica e a teatral. 


Acredita-se que as danças folclóricas são fruto da migração das danças religiosas, de dentro dos templos, para as praças públicas. Com esta migração estes ritos, que antes eram permitidos só aos iniciados, passaram a fazer parte do universo simbólico de uma população cada vez maior, desta maneira estas manifestações religiosas passaram a tomar um caráter de manifestações populares criando, então, um importante progresso na história da dança. Com esta mudança decaráter e com o passar do tempo, a ligação entre estas manifestações e os deuses foi-se diluindo, e as danças, primeiramente religiosas, hoje aparecem como folclóricas. 
Estas danças ao longo do tempo passaram a adquirir coreografias próprias, de maneira que possuem passos e gestos peculiares a cada 
uma, com significado próprio e que devem ser respeitados no contexto de cada cerimónia específica. 



Durante vários séculos, grande parte das manifestações de dança era privilégio exclusivo do sexo masculino.
Só com decorrer dos anos, e paulatinamente, as mulheres passaram a participar ativamente das
danças folclóricas. 
Ainda hoje, em certas regiões da União Soviética, como o Cáucaso, a Ucrânia e as Repúblicas Orientais, existem danças matrimoniais em que as mulheres só tomam parte passivamente: os homens dançam em torno delas, principalmente da noiva, sem que elas esbocem qualquer gesto. Este tipo de dança são claro exemplo do caminho das danças de cunho religioso que, com o passar dos anos, tomaram um caráter de danças folclóricas.

Também não é fácil precisar, claramente, a origem da dança teatral. Sabemos que no Império Romano ocorriam espetáculos variados em que se apresentavam dançarinos, mas as apresentações eram coreografadas de tal forma que hoje as consideraríamos como apresentações circenses, que incluíam acrobatas e saltimbancos. 


Enquanto no Império Romano estas apresentações tinham um carácter circense, na Índia e na China as cortes contavam com os serviços de“escravos-bailarinos” que dançavam com o intuito de distrair os soberanos e a nobreza. 
Durante vários séculos, essas manifestações de dança artística, eram apresentadas apenas para as classes nobres de cada sociedade. Com o passar dos anos, o povo foi tendo acesso às exibições, transformando-se assim em teatro popular aquilo que, até então, era privilégio de uma pequena minoria. 

Texto adaptado
publicado por Isabel Botelho às 11:50

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