Os coelhos são um símbolo muito comum na Páscoa, pela associação à sua extrema fertilidade e facilidade de procriação.
Para os judeus e para os cristãos, é sinal de esperança de uma nova vida e de reprodução.
Extremamente prolífica, a fêmea do coelho-europeu pode parir (engravidar) desde a idade de seis meses. O período de gestação (gravidez) dura pouco menos de seis semanas (normalmente 30 dias, dependendo da raça). Em cada uma das quatro a seis ninhadas anuais, nascem quatro a oito filhotes, cegos, sem pelo e também sem o sentido da audição. Todavia, os láparos de coelho doméstico engatinham uma hora após o nascimento.
Doze horas depois de nascidos os filhos, a fêmea já se acha pronta para o novo acasalamento,
Geralmente nascem 4 ou 5 láparos (nome que se dá aos filhos dos coelhos) de cada vez. Mas esse número pode variar entre dois a 9 coelhinhos. A coelha mãe amamenta-os, normalmente, entre 20 e 30 dias.
A mãe coelha mantém-nos no ninho (uma toca), que cava no solo. Ela pode não ficar no ninho, mas permanece sempre por perto. Ela forra o ninho, com pedacinhos leves e secos de madeira, esvas, ou palha.
A coelha cobre os filhotes com ervas e com pelos, que arranca do próprio peito com os dentes.
Essa cobertura, além de encobrir os coelhos recém-nascidos, escondendo-os, para sua proteção, ajuda a mantê-los aquecidos. Quando os láparos têm cerca de 10 dias, já podem ver e ouvir, e possuem pelos macios.
Cerca de duas semanas, depois do nascimento, quando já têm uns 10 cm de comprimento, as crias deixam o ninho e escondem-se entre folhas e ervas altas. Geralmente, também cavam as suas primeiras tocas próximo do ninho.
A coelha raramente cuida dos filhos, mais do que algumas semanas depois do nascimento. Algumas fêmeas do coelho-de-rabo-de-algodão, por exemplo, começam a formar suas próprias famílias, com menos de seis meses de idade.
Isabel Botelho










